Foto: Divulgação/Saíra Editorial

 

Quando histórias se cruzam, a vida é capaz de mostrar a sua magnitude. Assim que o médico Emílio Trappo encontrou pela primeira vez o paciente Vaninho da Banda, não imaginava como sua vida poderia mudar. À beira da morte, por causa de uma doença grave, Vaninho era um homem simples e comum, mas que tinha muito a ensinar – até mesmo depois de partir.

Viver um dia de cada vez e saber valorizar os percursos da vida (não somente a meta) são reflexões que impactam Emílio ao longo das páginas de Bateia, da Saíra Editorial. Aprendizados que leva consigo ao longo da vida e faz questão de compartilhar com quem ama. Neste romance episódico do autor mineiro Rômulo P. Alvim, o leitor embarca com o médico na descoberta de escritas deixadas pelo paciente após a morte, que garantem um mergulho ainda mais profundo de autoconhecimento, com insights sobre busca, encontros e percursos.

A capa da obra (foto: divulgação).

A bateia, objeto para garimpar metais preciosos, é usada como referência para os pensamentos e analogias dos personagens, para mostrar que é preciso valorizar também o percurso, não somente o objetivo a alcançar.

Dormiu pensando: sentir e seguir. Sem necessidade de definir que força era aquela que o empurrava. Sentia a presença da mão invisível da busca. Não há resposta: necessitava aceitar essa pequena verdade como se fosse uma curva do caminho, não seu fim. (Bateia, pág. 20)

Bateia não é só uma boa história, mas também uma leitura gostosa e intimista, com uma trama que se desenrola a partir da reflexão dos rumos que a vida pode tomar e sobre como as pessoas podem influenciar os caminhos que tomamos. É, definitivamente, um livro para deixar na cabeceira da cama, para saborear cada palavra e viajar com os pensamentos trazidos pelo autor.

Esta é a primeira obra de literatura intimista da Saíra Editorial. É voltada para o público jovem – a partir dos 16 anos, mas também para os apreciadores de uma leitura mais requintada, apurada e cheia de reflexões.