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O Governo de Minas Gerais repassou, até o momento, nesta segunda etapa do Bolsa Merenda, R$ 23,8 milhões para auxiliar 237.302 alunos de 158.763 famílias no estado. A execução do programa estadual é feita pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedese).

O pagamento da segunda etapa do benefício, referente a agosto e setembro, já foi efetuado para 60,6% dos alunos que se enquadram na faixa da extrema pobreza. Já 19,46% dos alunos da faixa da pobreza também receberam os valores referente aos meses de agosto e setembro. O Bolsa Merenda deve beneficiar, ao todo, no estado, 469.895 alunos de 330.019 famílias.

Criado para reduzir os impactos da paralisação das aulas presenciais na rede estadual de ensino devido à pandemia, o programa paga, desde abril deste ano, R$ 50 mensais para estudantes da rede estadual inscritos no CadÚnico, que se enquadravam em situação de extrema pobreza.

Desde o início de agosto, por determinação do governador Romeu Zema, o benefício do Bolsa Merenda também foi estendido às famílias que estão situadas na faixa da pobreza. A ampliação faz parte do pacote de medidas socioassistenciais, que já garantiu o aporte de R$ 62,8 milhões da Sedese em ações que visam reduzir os impactos da covid-19 para a população mineira.

Cadastro
Para ter acesso ao benefício, basta que as famílias que se enquadram nas faixas de pobreza (renda per capita de R$ 89,01 a R$ 178) e extrema pobreza (até R$ 89 por pessoa), inscritas no CadÚnico, façam o cadastro no aplicativo do PagSeguro. Para isso, é necessário baixar o app PagBank PagSeguro, disponível no Google Play e na App Store, e realizar a inscrição.

“É a coisa mais simples que tem para ter acesso ao benefício. O pessoal que não conseguiu ainda, é só baixar no aplicativo. Vai dar certo”, garante Fernanda Fernandes Elias, mãe de Kayky Fernandes, que estuda na Escola Estadual Ana Chaves, em Campina Verde, no Triângulo Mineiro. ​“No final de setembro, recebi juntas as duas parcelas do Bolsa Merenda. Veio direitinho e está me ajudando muito”, relata.

Fernanda Fernandes, por exemplo, recebeu no mês passado R$ 100 referentes às duas parcelas extras liberadas pelo Governo do Estado, no início de agosto, para as famílias afetadas pela pandemia de covid-19 que se encontram nas faixas de pobreza e de extrema pobreza. Foi o mesmo caso de Kátia de Souza Alves, mãe de Dione Gomes, também estudante da Escola Ana Chaves, em Campina Verde. “Veio em boa hora. Recebi duas parcelas em um só mês. Está sendo uma ‘mão na roda’ nesse período de pandemia”, afirma Kátia.

Edionne Gomes Silva, mãe de Wanderson Gabriel, João Vítor e Thauany Vitória, que estudam na Escola Estadual Custódio da Costa Pereira, em Uberlândia, foi outra a receber as parcelas complementares no final de setembro. “Está ajudando na alimentação e algumas outras coisas que a gente precisa, porque nessa situação de pandemia as dificuldades são muitas”, diz.