A autora, Mariangelica Almeida é advogada especializada em direito ambiental do escritório Bastos Freire (foto: divulgação).

Não é de hoje que o agronegócio tem forte participação no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e expressividade externa. O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, pois o país conta com recursos tais como água considerável e potencial de mais áreas agricultáveis (utilizamos apenas 7,3% dessas áreas). Somados aos investimentos em tecnologia, o país tem tudo para alcançar um resultado positivo e sustentável.

O agronegócio é responsável por metade das exportações brasileiras e hoje, ele representa 21,1% do PIB. Outro ponto importante é que o setor movimenta cerca de 38% dos empregos no país. Mas para o agro continuar dando bons resultados é preciso que haja investimentos em infraestrutura, para garantir o escoamento da produção. Além disso é preciso uma ampla revisão da complexa legislação tributária, investimentos em capacitação de gestores do agronegócio e seja ampliado o acesso à recursos financeiros mais adequados ao setor.

Hoje,  são oferecidos desde cursos técnicos a cursos superiores para formação de mão de obra especializada nos diferentes ramos do agronegócio. Também podemos citar os vários cursos de capacitação específica, como os oferecidos pelo Senar, com algumas modalidades gratuitas e outras pagas.
O curso de gestão de defensivos agrícolas da Aegro é um exemplo de curso de especialização de curta duração e totalmente online. Essas podem ser boas iniciativas para quem quer investir na área e ainda tem dúvidas ou até mesmo fica receoso em como se informar corretamente.

Vale ressaltar, que o agronegócio tem se apresentado como um caminho para a retomada do crescimento econômico, principalmente, no cenário pós Coronavírus.
Essa é a expectativa dos especialistas, que estão ocupados, nesse momento, em analisar os mercados pelo mundo e traçar projeções para o agronegócio brasileiro, procurando identificar os rumos que o mercado está tomando.

De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizados em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o PIB do agronegócio seguiu em crescimento em julho deste ano, com aumento de 1,26%.  Com isso, amplia o crescimento para fortes 6,75% na parcial deste ano.

Para que o setor continue crescendo e trazendo bons resultados, é preciso tranquilizar os investidores, principalmente em relação às questões ambientais, posto que esse é o setor sobre o qual o mundo inteiro tem voltado o olhar, por conta das notícias constantes sobre desmatamento e da insistência da mídia em retratar o agronegócio como diretamente responsável pela derrubada de florestas, o que não é de todo verdadeiro, à despeito de alguns produtores cometerem seus ilícitos. A verdade é que a maioria dos produtores age dentro da legalidade, mas são os maus que têm destaque no noticiário, o que impacta a reputação de todo o setor.