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Novembro é o mês em que várias entidades se mobilizam para conscientizar a sociedade a respeito de doenças que afetam a população masculina, como ênfase no câncer de próstata. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), trata-se do segundo tipo mais comum entre os homens.

Anna Caroline Leite, preceptora do curso de enfermagem no Centro Universitário Newton Paiva, ministrará uma palestra virtual sobre o tema no dia 12/11. “Nosso objetivo é oferecer orientações sobre a importância da detecção precoce. Afinal, trata-se de uma doença cujas chances de cura são ampliadas quando o tratamento se inicia nos estágios iniciais”, explica.

A especialista ressalta ainda que a importância da campanha se justifica pelo número crescente de homens que sofrem com a doença. Segundo o INCA, para cada ano do triênio 2020/2022, a expectativa é que sejam diagnosticados 65.840 novos casos no Brasil. A estimativa de novos casos em 2020 é de 65.840.

Estigma
Por se tratar de uma doença cujo tratamento se beneficia do diagnóstico precoce, a realização de exames periódicos é fundamental. Atualmente, a principal forma de detectar o tumor é por meio do chamado exame de toque, que consiste na avaliação manual da próstata do paciente pelo médico. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda a realização anual do exame para quem tem acima de 50 anos.

No entanto, o toque ainda é sinônimo de tabu entre muitos homens. Segundo dados da pesquisa “Novo Olhar para a Saúde do Homem”, feita pela revista Saúde, 45%
dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) com mais de 50 anos nunca foram submetidos ao exame.

Para Anna Caroline, esse número acende um alerta sobre a importância da conscientização. “Há um estigma cultural que faz com que os homens enxerguem o exame de toque como prejudicial à masculinidade. No entanto, é preciso desconstruir essa ideia. Afinal, trata-se de uma medida decisiva no combate à doença, e cuidar da saúde deve ser motivo de orgulho”, finaliza.