Foto: CMBH

 

A linha 2 do metrô de Belo Horizonte nem chegou ao papel e já tem gente querendo que ela não existe. O senador Carlos Viana está considerando que há quanto os recursos que deveriam ser aproveitados e o dinheiro pode estar indo para o caixa único do Tesouro. Caso aconteça, a verba pode ser utilizados em outras despesas.

O anúncio da obra foi feito em agosto deste ano. Conforme apurou o Jornal O Tempo, “Viana irá protocolar na tarde desta segunda-feira (23) um ofício junto ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando ao órgão que peça na Justiça que o acordo seja declarado nulo porque, segundo o senador, estaria sendo descumprido”.

O dinheiro que seria utilizado nas obras do metrô viriam de um acordo entre União e a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A partir de tal acordo, a empresa deveria pagar uma multa na ordem de R$ 1,2 bilhão ao governo federal.

Conforme o jornal, “atualmente, os pagamentos da FCA não estão sendo depositados em uma conta separada no BNDES, como anunciado inicialmente por ele, e sim na conta única do Tesouro Nacional. Na prática, isso significa que o dinheiro pode ser usado para qualquer outra despesa do governo federal e não para o setor ferroviário, como prevê o documento. Esse é o motivo do pedido do senador”.