A autora Názia Pereira é jornalista, relações públicas, pós graduada em Criminalidade e mestra em promoção de saúde e prevenção da violência (foto: arquivo pessoal)

Vencer uma eleição é o início de uma caminhada, literalmente política. Sabemos que a voz que vem das urnas precisa ser respeitada. Paralelo a isso, quem foi eleito ou se reelegeu tem a   responsabilidade de ser o  autêntico guardião da nossa Constituição Federal assegurando a população  entre outros direitos: a saúde, educação e segurança pública.

É preciso compreender que um candidato vencedor assume a sua função carregando também o peso do voto daquele eleitor que não lhe apoiou. É preciso balancear  essa  situação e promover uma gestão eficiente e equitativa. Fim de eleição é fim de disputa, fim de divergência e  passa a ser tempo de agregar valores e ideias.

É necessário refletir: o eleitor votou em determinado candidato  porque  acreditou e se identificou com o programa de campanha apresentado. Embora esse programa seja uma formalidade e não se tem determinação legal para que deva ser cumprido, o  ideal é executá-lo. Agindo assim, o gestor ganha respeito e credibilidade.

Por outro lado, não é fácil agradar a todos e todas. É um desafio gerenciar uma população onde poucos se entendem como funciona o processo democrático , o papel do prefeito e tampouco o papel de um vereador.

Não é fácil para o gestor ter a sua frente uma população que o elegeu pensando em ganhar privilégios e  benécias. Isso é perigoso e deve ser aos poucos  desconstruído , porque o serviço público é gerenciado com recursos financeiros que vem do trabalho e produção de  todos os segmentos, independente de ideologia política.

Não é fácil também para a população lidar com  prefeitos e vereadores que depois de eleitos se tornam autênticos donos do poder.  Se fecham no seu mundo  e esquecem de quem o elegeu.  O diálogo deve ser permanente com a comunidade. Caso contrário vai ser excluído da política da próxima disputa. Bom político é o que entende que não pode ser o dono do poder.

A prefeitura e a Câmara Municipal são espaços públicos, sim, são casas do povo , mas tem normas, regras e  leis que precisam ser respeitadas. O candidato , após ser eleito,  tem que olhar para frente. Tem que trabalhar pela coletividade e sem sentimento de ódio ou de vingança.

Acabou a eleição, a sociedade e políticos tem que seguir a vida com luta, participação e persistência. Não é preciso brigar, provocar, fazer discurso de ódio de vingança.  A hora é de aplaudir o vencedor desejar a ele sorte para seguir a caminhada e se possível observar as propostas feitas pelo adversário e  lutar para que os programas de governo apresentados em campanha sejam implementadas.