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“Ao contrário do que meia dúzia de comerciante pensa, que baladeiro pensa, que síndico de prédio que promove churrasco pensa, a população respondeu na urna o que ela pensa de fechar a cidade. Estou recebendo uma pressão muito forte agora ao contrário, pra fechar a cidade. Quando começa a morrer gente de 40, 37 anos, quando os que têm condição financeira não estão conseguindo internar no hospital, a situação é muito grave, gente. É uma pena que eu tenha que voltar aqui pra falar o que falei em março e que venho falando há oito meses”.

Com essas palavras, em seu primeiro pronunciamento após eleições, o prefeito reeleito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), anunciou que irá ampliar o horário de funcionamento do comércio na capital, mas deixa claro que se for preciso fechar a cidade novamente, ele fecha. “Não estamos na segunda onda, estamos na baderna e irresponsabilidade”, disse.

Porém, além de flexibilizar um pouco mais a situação, o prefeito também disse que irá intensificar a fiscalização sobre o funcionamento dos estabelecimentos e aplicará punições severas em quem descumprir as obrigações. “Acabou a notificação. Agora vamos fechar as portas dos irresponsáveis“, ameaça.

Enquanto isso, os casos de Covid-19 em Belo Horizonte seguem numa crescente. Conforme o boletim mais atualizado da Secretaria Municipal de Saúde, apenas na cidade já foram diagnosticados 53.115 infectados desde o início da pandemia. Os números ainda somam 1.622 mortes. Ainda não há infomrações sobre como funcionará a nova etapa da flexibilização.