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Depois do sucesso de Zeca Baleiro na Mostra de Teatro e Música, quem marca a retomada do público aos shows — e o início dos eventos híbridos — no Cine Theatro Brasil Vallourec é Roberta Sá. Seguindo os protocolos de retomada definidos pela Prefeitura de Belo Horizonte, 50% das cadeiras do teatro será vendida para o público presencial e também haverá venda de ingressos para a transmissão ao vivo da sessão.

Após revisitar todo o repertório gravado nos 15 anos de carreira em oito lives durante a quarentena, Roberta Sá voltou a ensaiar por conta de um convite para participar virtualmente da Semana da Língua Portuguesa de Macau (China). Cercada de todos os protocolos sanitários, a cantora preparou ‘Pra Nunca Se Acabar’, registro audiovisual que está disponível em seu canal de YouTube. O especial deu origem ao show que será apresentado no próximo dia 27 de novembro, às 21h, na Mostra de Teatro e Música do Cine Theatro Brasil Vallourec, em Belo Horizonte.

Criada em conjunto com as instrumentistas Samara Líbano (violão 7 cordas), Aline Gonçalves (flauta e clarinete) e Geiza Carvalho (percussão), a apresentação tem no repertório alguns clássicos e composições autorais de Roberta, como ‘Janeiros’ (parceria com Pedro Luís), ‘Xote da Modernidade’ e ‘Fogo de Palha’, duas parcerias com Gilberto Gil presentes em ‘Giro’ (2019), seu último álbum. A presença feminina se estende por todo o roteiro, que inclui canções de Dona Ivone Lara, Zélia Duncan e Adriana Calcanhotto.

‘Nada é mais poderoso do que os espaços que nós, mulheres, ocupamos quando estamos juntas. Quando trocamos nossas experiências e apontamos caminhos umas para as outras, como é o caso das instrumentistas que dividem este show comigo. O violão da Samara carrega sensibilidade, generosidade e força, enquanto a Aline tem um som potente e melodioso na flauta e a percussão de Geiza traz desde a ancestralidade do tambor até a influência europeia do vibrafone’, reflete Roberta.

Roberta aproveita esta volta ao palco para celebrar valores e reativar a esperança em um mundo pandêmico. ‘O que devemos extinguir do mundo para que ele renasça, o que queremos que permaneça? Encontro na música brasileira muitos desses elementos, como a diversidade, a tolerância, o respeito e um mar de possibilidades que podemos plantar de bom no mundo’, analisa.