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A inadimplência entre os belo-horizontinos segue em baixa. O último mês de 2020 fechou com queda de 7,39% na comparação com o mesmo período de 2019. Contudo, dentre os jovens de 18 a 24 anos a inadimplência cresceu 62,13%. O estudo destaca que a inadimplência é mais acentuada entre os jovens, pois, eles são mais sensíveis a lidar com situações de incertezas e, geralmente, não possuem planejamento financeiro. “É importante destacar que a tendência de inadimplência entre os jovens vem sendo observada nos últimos nove meses”, destaca o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva.

Quando analisada por gênero, a pesquisa mostra que, na comparação anual, há uma desaceleração para ambos os gêneros. E, embora as mulheres apresentem situação menos favorável no mercado de trabalho, com menores rendimentos reais e maior taxa de desemprego quando comparada aos homens, a distância no indicador de inadimplência diminuiu nos últimos meses de 2020. Homens registraram uma desaceleração de 8,13% e mulheres, 7,92%.

No comparativo mensal (Dez.20/Nov.20) a inadimplência na capital mineira apresentou queda de 0,59%. Segundo o presidente da CDL/BH, o funcionamento do comércio de bens e serviços, o saldo positivo na geração de empregos formais, a transferência do auxílio emergencial via governo federal e o pagamento do 13º. salário contribuíram para a queda da inadimplência. “Esses fatores possibilitaram que as pessoas cumprissem suas obrigações financeiras, deixando o cadastro de negativados”, disse.

Inadimplência entre empresas
O indicador de devedores das empresas da capital mineira fechou o ano de 2020 com uma retração de 10,89%  ante um avanço de 4,28% em 2019. Com as medidas adotadas pelo governo para o enfrentamento da pandemia, como a flexibilização para negociar algumas pendências financeiras e com as empresas revisando a gestão financeira dos seus negócios, o cadastro de inadimplentes foi reduzido. Ao analisarmos a inadimplência entre as pessoas jurídicas de Minas Gerais, o índice de desaceleração ficou em 10,5% frente a um avanço de 1,85% no ano de 2019.