Foto: Governo de Minas Gerais

 

 

Na reunião de Plenário desta quarta-feira (10/02/21), vários deputados saíram em defesa dos servidores públicos estaduais e questionaram decisões e pronunciamentos do governador Romeu Zema (Novo). O adiamento do pagamento do 13º salário referente ao ano de 2020 foi uma das principais reclamações.

O anúncio feito pelo governador confirmar que o Estado continuaria pagando de forma parcelada o 13º salário referente a 2020 desagradou alguns deputados. Um dos deputados, Professor Cleiton (PSB), disse que solicitou, via requerimento, que a Secretaria da Fazenda informe o valor disponível em três contas do governo estadual no dia 1° de fevereiro e, ainda, mostre documentos sobre o fluxo de caixa.

A razão para o pedido é que há suspeita de que o governo estadual tenha recursos suficientes para quitar o que deve aos servidores, mas, ainda assim, estaria se recusando a pagar. O parlamentar afirmou que janeiro foi um mês de arrecadação recorde, em especial em função do recolhimento do IPVA. Ele citou, ainda, denúncias feitas em vídeo pelo presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais, Marco Antônio Couto, que apresenta alguns dados nesse sentido.

Quem também citou o mesmo vídeo e repercutiu alguns dos dados apresentados foi o deputado Sargento Rodrigues (PTB). Segundo ele, o Estado teria recebido R$ 3 bilhões do governo federal no último ano a partir do programa de apoio aos estados e municípios durante a pandemia, além de R$ 780 milhões em precatórios e mais R$ 1 bilhão relacionado ao acordo com a Vale.

Assim, os dois parlamentares disseram que falta transparência no governo estadual e defenderam que os números sejam publicizados para que se prove a falta de recursos para honrar com as parcelas devidas aos servidores. Outros parlamentares também colocaram posicionamentos quanto outras pautas como o acordo do governo com a Vale em relação a Brumadinho e também quanto ao combate a Covid-19 no Estado.