Foto: PBH

 

O Zoológico de Belo Horizonte acabou de ganhar dois novos hospedes para lá de animadores. Uma das mico-leão-preto que vivem no espaço deu a luz a dois filhotes gêmeos. O mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) é uma das espécies de primatas mais raras e ameaçadas do mundo. Ocorrendo apenas no oeste do estado de São Paulo (nos remanescentes de Mata Atlântica), o animal já foi considerado extinto da natureza por muitos anos e, ainda hoje, sua situação é grave por ser criticamente ameaçado de extinção.

Os filhotes do Zoo de BH são os primeiros da espécie nascidos ao longo dos seus 62 anos e resultam da chegada de um macho de 5 anos de idade, em julho de 2020, para viver com a fêmea, de 7 anos, que embora tenha tido outro parceiro desde que chegou ao Zoo, não chegou a reproduzir. Ambos os adultos vieram da mesma instituição em momentos distintos, a Fundação Parque Zoológico de São Paulo, por meio do Plano de Ação Nacional para Conservação dos Mamíferos da Mata Atlântica.

O sexo dos filhotes do Zoo de BH ainda é desconhecido. Isso porque durante os primeiros dias de vida, técnicos adaptam a rotina de cuidados para promover o mínimo de contato possível, reduzindo possíveis perturbações à família e situações de stress aos animais, que estão dedicados a cuidar da cria. Nesta espécie, inclusive, não é raro ver o pai carregando os filhotes, já que os machos são bastante participativos nos cuidados com a família.

Valéria Pereira, chefe da seção de mamíferos do Zoo de BH, explica que a formação do casal, mesmo com pouco tempo de convívio, e o sucesso da reprodução são bastante favorecidos quando existem condições ideais: cuidados técnicos adequados, boa infraestrutura de recintos e equipe qualificada e experiente para o manejo geral da espécie. Dentro do manejo correto, destaca-se a manutenção de apenas um macho e uma fêmea no recinto, além de suas crias. “Com mais machos ou mais fêmeas, podem ocorrer disputas e até mortes”, comenta.