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Dando sequência a programação cultural diversa totalmente virtual devido a pandemia do COVID-19, o Museu das Minas e do Metal (MM Gerdau) realizará uma intensa programação cultural no mês de abril. Dentro do recorte de ações culturais, a instituição promoverá nas quintas-feiras (01, 08, 15, 22 e 29) uma série de atividades como bate-papos e apresentações musicais, que aproximam temas relevantes do mundo contemporâneo ao recorte curatorial e museal do espaço. As inscrições são gratuitas e feitas pelo Sympla. Basta pesquisar por Experimenta 60

O primeiro encontro virtual será “Histórias de Restauros”, com Rosângela Reis Costa (Grupo Oficina de Restauro), às 15h do dia 01º de Abril. O encontro recebe uma das fundadoras do Grupo Oficina de Restauro, que têm estado no Prédio Rosa em um processo de restauração da arte aplicada, para um debate virtual que vai contar a longa história do coletivo que tem contribuído para que muitos outros possam escavar e decifrar segredos, além de contar sobre a atual restauração no MM Gerdau e sobre o que as paredes do nosso Prédio Rosa, edifício de 1897, contam.

O segundo encontro, na quinta, dia 08 de abril, às 19h, ecoa o questionamento que o programador cultural António Pinto Ribeiro, escritor do livro “Questões Permanentes: ensaios escolhidos sobre cultura contemporânea”, fez com a pergunta: “Programar em nome de quê? Ainda do Humano?”. Assim, o Museu promove o debate “Programação, ainda é possível?”, lançando um convite às diretoras, curadoras, gestoras e programadoras culturais de diversos espaços dentro e fora da cidade de Belo Horizonte, em uma conversa conjunta sobre programar. As janelas de transmissão serão abertas ao diálogo entre Clarisse Marinho (diretora de Extensão das Artes da Secretaria de Patrimônio Cultural e Turismo de Itabirito-MG), Karla Bittar Silveira (gerente de Cultura do SESI-Cultura), Keyna Eleison (diretora Artística do MAM – Museu de Arte Moderna-RJ) e Milena Lago (gerente de Programação da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes e Serraria Souza Pinto). A ação terá transmissão ao vivo no canal do Youtube do museu, com tradução em LIBRAS.

A terceira atividade será na quinta-feira, 15 de abril, às 19h, com “Sobre o Rio”, um bate-papo com a artista Isabela Prado e o geógrafo Alessandro Borsagli. A conversa dá sequência a um recorte temático proposto pelo Programa CoMciência do MM Gerdau, que atua para a divulgação científica, a descomplicação das ciências e contribui para um diálogo entre arte, ciência e tecnologia, reverberando a urgência de um debate assertivo a respeito da questão da água, climática e fluviais em Belo Horizonte. No encontro de 15 de abril, a artista e o geografo sobre o diálogo permanente que nutrem para a construção do projeto “Sobre o Rio” que olha para capital mineira e decifra seus rios canalizados a partir de intervenções no meio urbano, que ora se tornam diluídas no ir e vir, como a própria água, ora são pontos que acenam para os nossos sentidos críticos no incentivo à reflexão sobre a construção das cidades.

Na semana seguinte, no dia 22 de abril, também às 19h, o MM Gerdau convida Nath Grillo – pesquisadora das tradições negro-africanas – para o bate-papo “Balangandãs, Jóias de Crioula”. No encontro, a pesquisadora irá contar sobre as histórias no trânsito entre os conhecimentos das mulheres africanas sobre joias e as confecções que atualmente são identificadas como o início de uma referência do design da joia brasileira. “Joias de crioula afro-brasileiras” é um termo utilizado como referência aos adornos confeccionados no Brasil Colonial dos séculos XVIII e XIX para peças como colares, pulseiras, brincos, anéis, entre outras, de uso das mulheres africanas ou brasileiras em condição de escravizadas daquela época.

Fechando as atividades culturais virtuais no dia 29 de abril, às 19h, está a apresentação “Assimetrias – Jazz no Terraço”, um encontro que celebra a boa música e o Dia Internacional do Jazz (comemorado no dia 30 de abril). Transmitido diretamente do terraço do museu MM Gerdau, com vista deslumbrante para o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, o projeto ecoa o tema da programação cultural de 2021, “as Criptografias”, tencionando cifrar e decifrar saberes, linguagens e estéticas. Entre as programações pensadas para a música no museu, está o Assimetrias – Jazz no Terraço, um convite para ouvir e olhar do alto de nosso terraço as assimetrias da própria cidade.