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Mesmo com a vacinação atrasada, o Brasil já sente os efeitos positivos dela. Desde o começo de março, houve uma queda nos números de internações da população idosa que já foi vacinada, grupo que recebeu as primeiras doses, a partir de janeiro. Mais de 15 milhões de pessoas já foram vacinadas até o momento. E embora a campanha de imunização avance a passos lentos no país, diversas capitais já começam a apresentar queda nas internações e óbitos dessa faixa etária.

No Rio de Janeiro, por exemplo, houve queda de 34% das mortes por Covid-19 de idosos com 90 anos ou mais de janeiro para fevereiro deste ano. Também houve uma redução de 30% nas internações dessa faixa etária na rede da capital no período. Em São Paulo, dados preliminares apontam que o número de novas internações de idosos com 90 anos ou mais pela doença caiu 57,7% após o início da campanha de vacinação. O número de óbitos nessa faixa etária também teve redução de 70%.

Na capital mineira, mesmo sem dados exatos, os médicos que estão na linha de frente já percebem também uma redução da taxa de internação de idosos. Mesmo com essa boa notícia, o clínico médico Luiz Gustavo Trindade, especialista em nefrologia, ressalta que é preciso ter paciência e seguir os protocolos de segurança. “A vacina, aos poucos, está chegando e todos receberão, mas enquanto isso não acontece, é preciso manter o distanciamento, usar máscara, álcool em gel e evitar aglomerações”.

Nada de flexibilizar 
Se por um lado a internação de idosos teve queda, a dos jovens aumentou. Segundo dados da Secretaria de Saúde da capital mineira, houve uma elevação de 6,4% no índice de pacientes com idade entre 20 e 39 anos infectados pelo vírus, desde o final do ano passado. Já a média de idade das vítimas de COVID passou para 42 anos.

Por isso, o médico chama atenção para o feriado de Páscoa. “Não é hora de reunir com familiares, amigos ou viajar. Todos têm que se resguardar e entender a gravidade da doença. Somente após a ampliação da vacinação para todos os grupos e com a adoção das medidas de prevenção, vamos conseguir superar realmente a crise sanitária que vivemos. Quanto mais pessoas vacinadas, em curto espaço de tempo, mais rápido, conseguiremos combater a Covid-19”, garante o especialista.