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O Dia das Mães, comemorado no próximo dia 9 de maio, é a segunda melhor data de vendas para o varejo, ficando atrás somente do Natal. Neste ano, ela chega com uma importância ainda maior: ser o pontapé da retomada do comércio da capital.

Após sucessivos fechamentos, o último deles permanecendo por 46 dias, os comerciantes têm a esperança de reaquecer as vendas e minimizar os prejuízos provocados pela paralisação das atividades. “A reabertura do comércio, especialmente pela proximidade do Dia das Mães, é uma esperança de dias melhores para os lojistas. Esta esperança, inclusive, dá o tom de nossa campanha publicitária para a data. Apesar de todos os desafios, devemos seguir confiantes na retomada da economia e, principalmente, em voltarmos ao convívio diário de quem amamos, especialmente, nossas mães. Sempre lembrando: tomando os devidos cuidados”, destaca o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

A expectativa da entidade é que as vendas da data injetem na economia da capital R$ 1,97 bilhão. Para mapear as expectativas do comércio, a CDL/BH realizou uma pesquisa com 304 lojistas da cidade, entre os dias 31 de março e 14 de abril.

Mamães com roupas novas
A previsão de 56,6% dos comerciantes é que roupas sejam os itens mais vendidos na data. Calçados aparecem em segundo lugar, com 13,8%. Perfumes, provavelmente, serão a escolha de 7,9% dos consumidores, na visão dos lojistas. Ainda aparecem na lista: utensílios domésticos (6,6%), bolsas ou mochilas (6,3%), maquiagem (5,6%), produtos personalizados (5,6%), hidratantes (3,9%), artigos de decoração (3,6%) e acessórios (3,3%).

Os empresários entrevistados projetam que os consumidores comprem, em média, um presente para as mães e desembolsem um valor médio de R$ 122,82 por item.
Os presentes registram tíquetes diferentes, sendo o maior para bolsas e mochilas, R$ 169,74, e o menor para utensílios domésticos, R$ 66,25. As roupas, que serão os principais presentes, apresentam tíquete médio de R$ 115,06.

Formas de pagamento
A maioria dos comerciantes, 32,9%, acredita que os consumidores vão optar pelo pagamento à vista. Para 29,9%, o pagamento parcelado no cartão de crédito será a principal escolha. À vista no cartão de débito (27,6%) e Pix (5,6%) também aparecem na lista de preferências.

A pesquisa revelou também que o dinheiro costumava ser o método predileto dos belo-horizontinos para realizar pagamentos. Contudo, as mudanças de hábitos em função da pandemia, com a maior higiene das mãos e a diminuição de circulação de objetos, essa forma de pagamento vem diminuindo a cada dia. Em contrapartida, o uso de cartões e pagamentos digitais aumentou consideravelmente.

Força das redes sociais
A rede social Instagram será a ferramenta principal de divulgação de 80,6% dos empresários. Facebook (58,6%) e Whatsapp (37,8%) também serão bastante utilizados. O bom e velho boca a boca será a principal propaganda de 17,8% dos comerciantes.