Maquete de 15 m² e obras inéditas marcam inaugurações que celebram os 20 anos do Inhotim
Exposições em 14 de novembro incluem mostra sobre a história da instituição, e remontagem de instalação sonora de Janet Cardiff e George Bures Miller e performance de Jarbas Lopes.
Brumadinho (MG) – O Instituto Inhotim exibe, a partir de 14 de novembro, duas novas inaugurações que revisitam a trajetória do museu em ano que marca os 20 anos do museu. Ao longo de 2026, o aniversário vem sendo celebrado com sete inaugurações artísticas, além de ações nas áreas de Natureza e Educação, como o Seminário Internacional Transmutar e a 14º edição do Descentralizando o Acesso, com abrangência nacional. Neste ano, a instituição também alcançou a marca de 5 milhões de visitantes desde sua abertura ao público, um marco que evidencia o alcance de sua atuação ao longo de duas décadas.
As inaugurações de novembro são A Céu Aberto, exposição dedicada à história da instituição, patrocinada pela Vale e pelo Itaú, que reúne obras e documentos relacionados aos processos de construção do Inhotim e apresenta uma maquete de 15 m² que reproduz a extensão do museu-jardim; e a remontagem de The Murder of Crows (2008), instalação sonora de Janet Cardiff e George Bures Miller, patrocinada pela Vale e pelo Nubank e reconhecida como uma das obras mais aclamadas pelo público. No dia, performance de Jarbas Lopes também compõe a programação.
“The Murder of Crows é uma das obras que marcaram a história do Inhotim, e vê-la de volta é uma forma de celebrar os 20 anos com o encontro entre arte e território, algo caro ao museu. A programação que preparamos para este ano, com a exposição A céu aberto, propõe ao público revisitar essa trajetória, a partir de bastidores e processos, e permite conhecer o museu hoje”, celebra Júlia Rebouças, diretora artística do Instituto Inhotim.
Com curadoria de Lucas Menezes, A Céu Aberto propõe um olhar sobre os processos, as pessoas e os saberes que participaram da construção do Inhotim ao longo de mais de duas décadas. Organizada em torno dos eixos cultivar, enraizar e regenerar, a exposição reúne obras e documentos que revelam aspectos da concepção, da construção e do cuidado envolvidos no desenvolvimento da instituição. Distribuída por diferentes pontos de visitação do parque, a mostra também convida o público a percorrer o Inhotim como parte da própria exposição. O núcleo central é uma maquete de 15 m² que representa a extensão atual do museu, suas edificações, os caminhos das águas, os lagos, os jardins e as áreas de mata. A partir desse objeto, a exposição articula diferentes momentos da história institucional, relacionando a expansão física do espaço ao desenvolvimento de suas iniciativas artísticas, botânicas e educativas.
A mostra reúne também obras do acervo nunca expostas ao público no Inhotim, como trabalhos de Rosana Paulino e pinturas de Abdias Nascimento, além de obras de Vik Muniz, Rosângela Rennó, Nelson Leirner e Lenora de Barros. “Partimos da mobilização do próprio acervo como parte dessa documentação, porque caminhar pelas galerias de Inhotim é, de certa forma, revisitar a história da instituição. Ao longo do percurso, galerias emblemáticas ajudam a contar esses mais de 20 anos de trajetória e de institucionalização do Inhotim. São espaços que revelam diferentes momentos dessa história, desde True Rouge, primeira galeria construída para receber um projeto artístico, até a galeria Claudia Andujar, que, dez anos após sua abertura, ganhou uma nova configuração para incorporar trabalhos de 22 artistas indígenas da América do Sul que dialogam com a obra da artista”, comenta o curador Lucas Menezes.
A programação inclui ainda o retorno de The Murder of Crows (2008), de Janet Cardiff e George Bures Miller, à Galeria Galpão, seu espaço de origem. A remontagem atende também ao desejo do público de reencontrar uma das instalações mais reconhecidas da coleção do Inhotim. Na obra, memória, trauma, medo e perda se articulam em uma experiência sonora imersiva que aproxima realidade e ficção a partir de contextos históricos marcados por guerras e violência. Para Deri Andrade, curador da obra, a montagem é uma verdadeira celebração dos 20 anos do Inhotim, já que traz a instalação de volta ao lugar origem. “Com temas ligados à dor e à memória, atravessados pelo contexto político e social de um mundo em transformação, a instalação sonora é um sopro onírico de beleza. As imagens se revelam ao público por meio de uma paisagem sonora que ecoa pela Galeria Galpão.”
Concebida como um filme sem imagens, a instalação reúne 98 alto-falantes distribuídos pela galeria, sobre pedestais de diferentes alturas. Inspirada principalmente na gravura O sono da razão produz monstros (1799), do pintor espanhol Francisco de Goya, a obra constrói um ambiente que remete à lógica dos sonhos e dos pesadelos. Por meio da voz, da música e de efeitos sonoros, Cardiff e Miller criam imagens mentais que convidam o público a refletir sobre a realidade e as experiências coletivas de medo e sofrimento.
No dia da inauguração, o público visitante também poderá conferir Troca Troca – Tacor Tacor: Origem e giro é origem e giro, performance de Jarbas Lopes. A obra Troca-troca (2002), composta por três fuscas coloridos, amplamente fotografada e visitada, novamente terá as suas peças trocadas, em uma ação orquestrada pelo artista que a concebeu. O ato celebra os 20 anos da origem do Inhotim, com uma ação sobre movimento e cores.
Em 2026, o Inhotim conta com a Vale como Mantenedora Master; a parceria estratégica de Nubank e Cemig; o patrocínio master de Shell e Itaú; e o patrocínio ouro de Vivo, Ultra, IBM e Stella Artois. Projeto realizado com recursos da Lei Rouanet, Ministério da Cultura e do Governo do Brasil.
INAUGURAÇÕES NOVEMBRO 2026
9h30 | Abertura do Inhotim
10h a 17h | Performance Troca Troca – Tacor Tacor: Origem e giro é origem e giro, de Jarbas Lopes, no jardins do Inhotim e Largo das Orquídeas
11h | Visita curatorial à obra The Murder of Crows (2008) de Janet Cardiff & George Bures Miller, Galeria Galpão
15h | Visita curatorial à exposição A Céu Aberto – Exposição em comemoração aos 20 anos do Inhotim, Centro de Educação e Cultura Burle Marx
15h a 17h | Brinde no Centro de Educação e Cultura Burle Marx
17h30 | Encerramento
ENTRADA
Inteira: R$ 65,00 | Meia-entrada*: R$ 32,50.
*Veja as regras de meia-entrada no site: www.inhotim.org.br/visite/ingressos
ENTRADA GRATUITA
Inhotim Gratuito: acesse o guia especial sobre a gratuidade no Inhotim.
Moradores e moradoras de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim; Amigos do Inhotim; crianças de 0 a 5 anos; patronos, patrocinadores e instituições parceiras do Inhotim não pagam entrada;
Quarta Gratuita Inhotim: todas as quartas-feiras são gratuitas;
Domingo Gratuito: todo último domingo do mês é gratuito;
LOCALIZAÇÃO
O Inhotim está localizado no município de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (aproximadamente 1h15 de viagem). Acesso pelo km 500 da BR-381 – sentido BH/SP. Também é possível chegar ao Inhotim pela BR-040 (aproximadamente 1h30 de viagem). Acesso pela BR-040 – sentido BH/Rio, na entrada para o Retiro do Chalé.


