10/07/2024 às 12h58min - Atualizada em 10/07/2024 às 12h58min

Mercado de startups de assinatura recorrente mais que triplica

De acordo com dados da Abstartups, o modelo de negócio de venda de clube de assinatura recorrente passou de 3% em 2022 para 11,3% em 2023. Empresas de energia solar, bens de consumo como bebidas ou livros são alguns exemplos

divulgação/22 Graus
O mercado para as startups com modelo de negócio de assinatura recorrente despontou no último ano De acordo com o Mapeamento de Estudos 2023 da Associação Brasileira de Startup, Abstartups, esse tipo de modelo de negócios passou de 3% do total para 11,3% quando comparados os anos de 2022 e 2023 no Brasil. De acordo com a economista Gabriela Martins, muitas empresas tem migrado ou se constituído no formato de startup, como é o caso da energia fotovoltaica. Martins explica que esse tipo de empresa costuma estar na vanguarda da inovação tecnológica, desenvolvendo formas de entregar o serviço de modo dinâmicas. Isso tem atraído os empresários atentos às novas demandas dos consumidores. “Além de todo o modelo de negócio estar mais eficaz com painéis solares e sistemas de armazenamento de energia avançado, as startups e soluções inteligentes de gerenciamento de energia trazem com a assinatura a inteligência artificial que facilita o dia a dia. E existe uma demanda enorme por economia, sustentabilidade e facilidade de uso. Por isso, crescem tanto” comenta.

A economista destaca ainda que Minas Gerais ocupa o segundo lugar em quantidade de startups de todos os tipos no Brasil e Belo Horizonte é a quinta, entre as capitais. E pontua que o mercado de startups de energia solar é uma tendência que veio para ficar. 

Fábio Padovani é CEO da NUV, startup de energia solar fotovoltaica do Grupo Vivaz, que oferece o serviço por assinatura. A operação da empresa começou há um ano e a NUV E tem previsão de crescimento de 10 vezes esse ano, quando chegará aos 4 mil clientes. Já são 52 Usinas Solares sob gestão, 12 Grupo Geradores, uma projeção de 40 mil clientes até o final de 2024, com  120 MWp sob gestão e 800MM em ativos de geração de energia. 

Padovani explica que o modelo de startup foi escolhido para escalonar o crescimento de forma inovadora: “Investimos em inteligência artificial para que os consumidores, pessoas físicas ou jurídicas, para entregar um app simples e intuitivo porque é ele que conversa com o cliente, identifica a média de consumo de cada família ou negócio a partir da leitura de apenas uma conta da Cemig e oferece o melhor plano para cada perfil de uso. A partir da adesão, são fornecidos créditos de energia solar mensalmente e o cliente passa a ser cooperado.

O executivo comenta que as assinaturas recorrentes ganham os clientes pelo sistema inteligente da NUV, um aplicativo que pode ser baixado em celulares com sistema Android e IOS, que é especialmente vantajoso para donos de empreendimentos para famílias que possuem contas de luz acima de R$ 150. 

A aposta da startup é tornar a gestão de crédito de energia solar acessível, eficiente e lucrativa para quem produz e para quem consume, tornando a sustentabilidade ainda mais atraente e acelerando, assim, a adoção de fontes de energia limpa. Não é preciso fazer nenhuma obra, pagar nenhuma assinatura, apenas baixar o aplicativo e diversificar as fontes de energia que alimentam a residência. Isso permite que os usuários tenham um controle preciso de suas finanças energéticas e contribuam com a sustentabilidade do planeta.
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