10/07/2024 às 14h35min - Atualizada em 10/07/2024 às 14h35min

Peeling de Fenol: rejuvenescimento profundo com cautela

Procedimento está suspenso pela Anvisa desde junho

Arquivo Pessoal
Quando se fala em tratamento estético, há um universo de possibilidades que vai se tornando cada vez mais vasto. E isso ajuda a explicar por que, afinal, as clínicas especializadas estão cada vez mais abarrotadas de pacientes. No Brasil, o retrato não apenas se repete como serve de referência para mostrar uma realidade global. Segundo uma pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, o país alcançou o segundo lugar no ranking internacional de cirurgias plásticas no ano passado, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

No rol dos procedimentos que mais vêm chamando a atenção do público está o peeling de fenol, considerado uma inovação nos tratamentos de rugas profundas, cicatrizes de acne e manchas severas na pele. A técnica envolve a aplicação de fenol, uma solução química que remove as camadas superficiais da pele, promovendo a regeneração de uma nova camada cutânea mais lisa e uniforme.

A substância é um composto orgânico, também conhecido como ácido carbólico, utilizado em diversos setores industriais e médicos. “Na dermatologia, ele é conhecido por sua capacidade de penetrar profundamente na pele e promover uma esfoliação intensa. Essa profundidade de ação faz com que o peeling de fenol seja um dos tratamentos mais eficazes para rejuvenescimento facial, podendo oferecer resultados dramáticos e duradouros”, destaca a biomédica, Karine Maia.

Ela explica que o tratamento também auxilia na recuperação de danos na pele provocados pelo sol e por hiperpigmentações significativas. “Devido à sua ação potente, ele é frequentemente indicado para pessoas com pele clara, pois o risco de hiperpigmentação é menor nesses casos. É importante que o procedimento seja realizado por um dermatologista ou cirurgião plástico experiente, que possa avaliar corretamente a necessidade e a adequação do tratamento para cada paciente”, adverte a biomédica.

A aplicação profissional não é por acaso. O uso exagerado ou inadequado do fenol pode acarretar sérios riscos à saúde da pele. “Entre os efeitos adversos mais comuns estão a vermelhidão persistente, a hipo ou hiperpigmentação (manchas claras ou escuras), cicatrização lenta e até mesmo cicatrizes permanentes. Além disso, o fenol pode ser tóxico se absorvido em grandes quantidades, afetando órgãos internos como o coração e os rins”, adverte.

Os danos causados pelo uso excessivo do fenol podem ser, em muitos casos, irreversíveis. “Cicatrizes e alterações de pigmentação, por exemplo, podem não responder a tratamentos corretivos e persistirem de forma permanente”, afirma a biomédica. “A condição do tecido depende do estilo de vida e a constância no auto cuidado. Por isso é importante manter os cuidados com a pele para não precisar de recorrer a um procedimento tão punitivo e arriscado”, completa.

É importante ressaltar que desde o dia (25/6), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no Diário Oficial da União uma resolução que proíbe a importação, a fabricação, a manipulação, a comercialização, a propaganda e o uso de produtos à base de fenol em procedimentos de saúde em geral ou estéticos.
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