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Outono eleva risco de Vírus Sincicial Respiratório em idosos; saiba como se proteger

Crédito: banco de dados do Canva

Com a chegada da estação, especialista alerta para o aumento de casos de VSR, que pode levar a complicações graves e até mortes na população acima de 65 anos. Vacinação e cuidados preventivos são essenciais.

O outono traz não apenas o frio, mas também um cenário preocupante para a saúde respiratória dos idosos. Dados do InfoGripe revelam que, nesta época do ano, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) circula com mais intensidade no País, representando entre 5% e 10% das detecções em surtos sazonais. Embora conhecido por afetar crianças, o patógeno preocupa pela alta letalidade em idosos – nos Estados Unidos, por exemplo, causa até 10 mil mortes anuais nessa faixa etária.

O VSR é um agente infeccioso que ataca os pulmões e as vias respiratórias. Ele é especialmente comum em bebês e crianças pequenas, mas pode afetar pessoas de qualquer idade. O VSR se espalha facilmente, sendo transmitido de uma pessoa para outra quando alguém tosse ou espirra, ou ao tocar superfícies e objetos contaminados. O vírus entra no corpo pelas mucosas dos olhos, boca e nariz.De acordo com o pneumologista Enrico Fortunato, professor do Centro Universitário São Camilo, o VSR pode desencadear pneumonias virais, coinfecções bacterianas e descompensações cardíacas ou pulmonares, elevando o risco de internações prolongadas e óbitos. A taxa de mortalidade hospitalar varia entre 3% e 10%, dependendo do perfil do paciente.

“Durante os meses mais frios, observamos aumento expressivo de doenças respiratórias em idosos. Sendo doenças mais comuns as infecções virais como gripe (Influenza), COVID-19 e infecção por VSR. Também são frequentes as pneumonias bacterianas e as exacerbações de doenças crônicas como asma e DPOC”, informou. Fortunato ressalta que os sintomas do VSR costumam ser mais lentos e insidiosos que os da gripe, com predominância de tosse seca, falta de ar e fadiga e, diferentemente da COVID-19, raramente há perda de olfato ou febre alta.

As condições ambientais, como ar seco e permanência em ambientes fechados, favorecem a maior incidência dessas doenças, porém nesta época do ano, o VSR circula com mais frequência País. De acordo com o professor de pneumologia do Centro Universitário São Camilo Enrico Fortunato, o VSR já representa entre 5% e 10% das detecções virais em surtos respiratórios sazonais no Brasil. Ele explica que o vírus representa um risco elevado em idosos, principalmente nos portadores de doenças crônicas, podendo causar hospitalizações prolongadas e até o óbito. “Nos Estados Unidos, estima-se até 10 mil mortes anuais em pessoas com idade igual ou maior que 65 anos. A taxa de mortalidade hospitalar pode variar entre 3% a 10%, dependendo do perfil clínico do paciente”, explicou.

As principais complicações são os ricos de pneumonia viral, coinfecções bacterianas, descompensações cardíacas ou pulmonares e maior risco de hospitalização e óbito. Ele informa que é importante procurar um atendimento hospitalar nos primeiros sinais como falta de ar, queda da saturação de oxigênio com índice de menos 92%, confusão mental, febre persistente, piora das comorbidades ou sinais de desidratação. “O diagnóstico e o suporte precoce são fundamentais para reduzir complicações”, enfatizou.

Vacinas – Segundo o professor Enrico Fortunato, duas vacinas foram aprovadas para idosos: Arexvy (GSK) e Abrysvo (Pfizer). Ambas demonstraram eficácia entre 70% e 82% contra formas graves. “No momento não há antiviral específico amplamente aprovado para adultos, então o tratamento é de suporte”, explicou.

As orientações do professor para manter a saúde dos idosos passam por um conjunto de medidas, como manter as vacinas em dia para Influenza, COVID-19, pneumocócica e VSR, se disponível, adotar higiene das mãos, usar máscara em ambientes fechados e evitar aglomerações, além de manter a ventilação dos ambientes e o controle das doenças de base e sempre manter a hidratação adequada.