Foto: Amira Hissa

 

O prefeito Alexandre Kalil assinou, nesta quinta-feira, dia 27, o Termo de Patrocínio de R$ 30 milhões para viabilizar estudos da vacina Spintec contra a Covid-19 – desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Também participaram da solenidade de assinatura os secretários Jackson Machado Pinto (Saúde) e João Antônio Fleury Teixeira (Fazenda), a reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida; e o presidente da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), Jaime Arturo Ramírez.

O patrocínio de R$ 30 milhões da Prefeitura de Belo Horizonte viabilizará os estudos de fase clínica 1 e 2 da vacina, com a testagem em adultos saudáveis sem exposição prévia à Covid-19, ainda neste ano. Essa fase é requisito para a realização da terceira etapa e aprovação da vacina junto à Anvisa. Caso os testes confirmem a segurança e a eficácia da vacina, o imunizante deverá chegar ao mercado ainda em 2022.

O Termo terá vigência até 31 de dezembro de 2021. O fluxo de pagamento da Prefeitura acontecerá em função da evolução das etapas previstas no cronograma da UFMG para a segunda fase do processo,  caracterizando desembolsos, a partir de maio de 2021, da ordem de R$ 6 milhões mensais, até completar R$ 30 milhões.

O prefeito Alexandre Kalil ressaltou a importância do estudo realizado pela UFMG em um contexto de pandemia e a possibilidade de que a vacina contra a Covid-19 seja tomada anualmente – a exemplo do imunizante contra a Influenza.  “Parece que ninguém está notando que essa vacina será anual”, afirmou Kalil, ao lamentar que o governo federal tenha determinado um corte de 26,72%  no orçamento da UFMG – instituição vencedora de prêmios internacionais que a classificam como a melhor e mais bem gerida entre as federais do país.

Ao agradecer a participação da Prefeitura de Belo Horizonte em vários projetos da UFMG, a reitora Sandra Regina Goulart ressaltou que o patrocínio ao desenvolvimento da Spintec reforça a parceria do município com a ciência e o conhecimento no enfrentamento da pandemia da Covid-19.

“Precisávamos de R$ 30 milhões e fomos procurando apoio para que esses testes não fossem interrompidos. O prefeito Alexandre Kalil nos atendeu em um momento de muita agonia. Veio em um momento imprescindível, não só por causa dessa vacina, mas pelo que se sucedeu, que foi o corte no orçamento das nossas universidades”, disse a reitora.

Etapas
De acordo com a UFMG, os recursos repassados pela Prefeitura serão usados para custear despesas relacionadas à manutenção e experimentos com os animais, compra de reagentes (para avaliação da resposta imune, produção e formulação das vacinas), produção de lotes de teste para análise da Anvisa,  supervisão dos ensaios, preparo da documentação de pedido de registro, execução dos testes pré-clínicos e duas etapas dos ensaios clínicos.

O estudo realizado pela UFMG engloba as seguintes atividades:

•         Produção e formulação das vacinas
•         Contratação da empresa para supervisão dos processos do estudo
•         Testes de segurança pré-clínicos
•         Aprovação na Anvisa
•         Testes clínicos fase I e II