Foto: CMBH

 

Na reunião em que o prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciou a reabertura de Belo Horizonte, prevista para quinta-feira (22/04), a participação do Comitê de Enfrentamento a Covid-19 e do secretariado pontuou questões que rodeiam a pauta do coronavírus. Uma delas foi quanto a lotação nos ônibos do transporte público da capital.

Para o secretário municipal de saúde, Jackson Machado, o problema da transmissão da doença não está no transporte público. “Tem um estudo, que inclusive foi veiculado por um grande jornal esses dias, mostrando que 60% das pessoas que foram internadas trabalham com faxina e também andam de ônibus. Se a contaminação acontece dentro dos ônibus, centamente há outras causas, não é o ônibus o grande contaminador. Pode ser que haja sim contagio no ônibus, mas não é o mais importante. Principamente porque pensamos que as pessoas estão usando mascara e estão se comportando como devem se comportar numa situação de guerra, como diz o prefeito”, afirmou.

Já o médico infectologista Carlos Starling, membo do comitê, apontou as aglomerações familiares como principal causa da infecção peça doença.  “Algumas aglomerações familiares são responsáveis por boa parte dos casos. Muito mais do que nos próprios ônibus onde a evidencia de contaminação é muito menor. Esse é um assunto ainda em estudo, ainda em pesquisa, mas sem evidencia clara de que de fatos os meios de transporte sejam a principal fonte de contaminação. Claro que eventualmente isso pode acontecer sim, mas o ponto crítico são as aglomerações familiares”, confirma.

Na outra ponta da mesa, o secretário de planejamento e orçamento, André Reis, esclareceu como funciona a determinação relativa ao número de ônibus que ciruclam na cidade. “Na verdade, a calibragem que a BHTrans faz com as empresas é feita com baseado quantitativo de pessoas que são acrescidas em circulação.. Há ocorrências de algumas lotações de alguns ônibus, mas diariamente a BHTrans faz um trabalho para que no outro dia isso não aconteça”, explica.

André ainda informou que antes da pandemia eram 1,2 milhões de passageiros diariamente em Belo Horizonte e que hoje esse número caiu 50%, chegando a cerca de 600 mil passageiros. Portanto, quando varia esse quantitativo há uma tentativa de trabalhar com uma folga de 5% a mais da frota. Desta forma, se for identificado que 60% da população está usando o serviço, são colocados 65% da frota ativa. Já se forem 70% da população, saem da garagem 75% dos ônibus.

Quanto as superlotações, o secretário esclarece que são tomadas medidas diárias, mas não há maneira de trabalhar de forma preventiva para evitar o excesso de pessoas. “A dinamicada cidade é muito fluida. Talvez uma linha se resolve num dia, no outro já é outra que tem um problema. Isso é acompanhado a par de um trabalho de rotina que a BHtrans faz em parceria com as empresas de ônibus”, esclarece.