Culinária afro-brasileira é tema de oficina gratuita em BH
Projeto Casa Aberta promove encontros sobre culinária, música, dança e outras expressões culturais ancestrais
| Foto: Divulgação |
| No próximo sábado, 29, a partir das 14h, a Casa São Lázaro, centro religioso de matriz africana localizado em Venda Nova, realiza mais uma oficina gratuita de culinária ancestral. Os participantes vão aprender a produzir comidas dedicadas aos Ibeji, entidades gêmeas que representam a infância, e à Oyá, também conhecida como Yansã, força que comanda as tempestades e os ventos. Ao final, todas as pessoas presentes serão convidadas a compartilhar o alimento preparado. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo Sympla. “Nós vamos preparar o caruru, que é ligado aos Ibeji, essas entidades que trazem a pureza da infância. E também vamos ensinar a fazer o acarajé, a comida de Oyá, a mãe guerreira que carrega a força das mulheres”, explica Doté Márcio de Azansú, sacerdote da casa, responsável pela condução da oficina. A atividade integra o projeto Casa Aberta, iniciativa voltada à preservação, transmissão e valorização da cultura afro-brasileira, com ênfase na tradição Jeje Mahi. Ao todo, serão 30 encontros culturais, com atividades que abordam culinária ancestral, música, dança, artesanato, ervas, e outros saberes tradicionais. O projeto é realizado com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. A programação acontece na própria Casa São Lázaro e inclui encontros presenciais abertos ao público, além de ações itinerantes em centros culturais de Belo Horizonte. A proposta é aproximar a comunidade dos conhecimentos e práticas culturais preservados pela Casa, criando espaços de aprendizagem, convivência e transmissão de saberes. O projeto também prevê ações formativas para integrantes de outros terreiros de matriz africana da Grande BH. Culinária ancestral é destaqueEntre as primeiras atividades do projeto Casa Aberta estão os encontros dedicados à Culinária Ancestral – Cozinha de Jeje, conduzidos a partir dos conhecimentos e da experiência de Doté Márcio de Azansu, sacerdote da Casa São Lázaro. São 10 oficinas sobre receitas dedicadas às entidades cultuadas na tradição Jeje Mahi. No projeto Casa Aberta, a culinária é compreendida não apenas como preparação de alimentos, mas como uma forma de preservar memória, conhecimentos e práticas culturais. “A comida é uma expressão cultural e ferramenta capaz de conectar história, identidade e resistência”, resume Doté Márcio de Azansu. Durante o encontro, os participantes poderão acompanhar o preparo dos alimentos e conhecer os saberes relacionados à cultura Jeje Mahi, numa atividade que combina transmissão oral, prática e convivência. Sobre a Casa São LázaroO Centro Religioso e Cultural de Matriz Africana Casa São Lázaro está localizado na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. A Casa é referência na preservação e transmissão da tradição Jeje Mahi. Além da dimensão religiosa, desenvolve ações artísticas, culturais e sociais que fortalecem a identidade afro-brasileira por meio de oficinas, formações, vivências e ações de acolhimento comunitário. O trabalho é conduzido por Doté Márcio de Azansú, sacerdote com mais de 35 anos de atuação no candomblé. Mais informações em instagram.com/casa.saolazaro. Casa AbertaO Casa Aberta é um projeto cultural que será realizado até maio de 2027. Ao todo, são 30 encontros voltados à transmissão e valorização da cultura ancestral de Jeje Mahi. Além das oficinas de culinária, o projeto prevê aulas de dança ancestral, música, oficinas de artesanato e banhos de ervas. O projeto é realizado com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e da Prefeitura de Belo Horizonte. A programação é divulgada no perfil da Casa São Lázaro dedicado a iniciativas culturais, o @saolazarocultura. Serviço — Casa Aberta | Cozinha de JejeOyá e IbejiQuando: 29 de setembro, das 14h às 17hOnde: Casa São Lázaro — Rua Providência, 89, Lagoinha/Leblon, Venda NovaInscrições em: https://www.sympla.com.br/evento/casa-aberta-culinaria-ancestral-oya-e-ibeji/3592686 Vagas limitadas |


