Giro Cultural conecta hip-hop, cultura negra e ancestralidade no segundo episódio da temporada
Foto: João Paulo Ferreira
Com participação do rapper Semeador e da educadora Lucia Vera de Lima, novo episódio de “Giro Cultural – Conexões” estreia sábado (26), às 17h, na TV Poços, e investiga os encontros entre tradição, resistência e cultura urbana
O que conecta as tradições afro-brasileiras preservadas ao longo de gerações ao rap produzido hoje nas periferias? É a partir desse encontro entre ancestralidade, resistência e cultura urbana que o Giro Cultural – Conexões apresenta o segundo episódio de sua nova temporada, neste sábado, 26 de setembro, às 17h, na TV Poços. A reprise será exibida no domingo, 27 de setembro, às 11h.
Depois de abrir a temporada percorrendo as histórias da Folia de Reis, da Catira e da viola caipira, o programa volta o olhar para a presença e a permanência da cultura negra, construindo pontes entre manifestações tradicionais e o hip-hop produzido no Sul de Minas.
O episódio recebe o rapper Semeador, uma das referências do hip-hop na região, e Lucia Vera de Lima, pedagoga, mestre em Cultura Popular, arte-educadora e militante do movimento negro. A partir de suas trajetórias, o programa discute como memória, identidade, educação, música e resistência atravessam diferentes gerações e continuam produzindo novas formas de expressão cultural. A proposta integra o fio condutor desta temporada do Giro Cultural: compreender a cultura não como algo estático ou restrito ao passado, mas como um organismo vivo, capaz de se transformar sem romper com suas raízes.
“Queremos olhar para a nossa cultura entendendo que tradição não é aquilo que fica parado no passado. Tradição é aquilo que sobrevive porque encontra maneiras de continuar sendo vivida, recriada e compartilhada. O Giro Cultural – Conexões nasce justamente desse desejo de aproximar essas histórias e mostrar como elas continuam presentes no que fazemos hoje”, afirma Beatriz Aquino, idealizadora, apresentadora e roteirista do programa.
Do Sul de Minas para o rap nacional
Atuante na cultura hip-hop desde 1996 e como rapper desde 2002, Semeador construiu uma trajetória independente que acompanha parte importante da história do movimento no Sul de Minas. Fundador do grupo Real Face do Gueto, segue em carreira solo desde 2007 e acumula nove álbuns lançados, além de colaborações com nomes como Consciência Humana, Facção Central, Nego Jam, Elly DMN, Branco P9, Rapadura, Sombra SNJ, Realidade Cruel e Tio Fresh, do SP Funk.
Em 2025, o artista celebrou sua trajetória com um show no Matilha Cultural, em São Paulo, que também marcou o lançamento dos álbuns “Parábola 1 – O Caminho” e “Parábola 2 – A Verdade”. No mesmo ano, lançou o livro “Dias de Glória”, no qual recupera parte de sua história dentro do hip-hop.
Além da produção artística, Semeador está à frente do projeto Hip Hop VS Drogas, iniciativa que utiliza a cultura hip-hop como instrumento de diálogo, conscientização e atuação em comunidades. O rapper também passou pela Showlivre Live Session e prepara novos projetos audiovisuais e musicais sobre sua trajetória. Sua participação no Giro Cultural ajuda a mostrar como o hip-hop se insere em uma história mais ampla de preservação de memória, criação de identidade, ocupação de territórios e resistência cultural.

Cultura negra, educação e ancestralidade
Outra voz central do episódio é Lucia Vera de Lima, pedagoga, mestre em Cultura Popular, arte-educadora e militante do movimento negro. Sua trajetória é marcada pela valorização da cultura afro-brasileira e popular, pela educação antirracista e pelo fortalecimento da identidade negra.
Ao longo dos anos, Lucia desenvolveu projetos culturais, oficinas, palestras, contação de histórias afrocentradas, atividades de dança afro e oficinas de confecção de bonecas Abayomi, levando discussões sobre arte, ancestralidade, memória e identidade para escolas, universidades e comunidades. Atualmente, é presidente do Centro Cultural Afro-Brasileiro Chico Rei e vice-presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial e Étnica (Compiré).
Sua presença amplia a discussão proposta pelo episódio ao recuperar a importância da transmissão dos saberes, da oralidade e das manifestações culturais negras na construção da identidade de Poços de Caldas e região. Ao colocar essas experiências em diálogo, o Giro Cultural – Conexões mostra que a distância entre tradição e contemporaneidade pode ser muito menor do que parece. Da preservação da ancestralidade às rimas do rap, diferentes manifestações compartilham experiências de pertencimento, memória, criação coletiva e resistência.
Ao longo de seus três episódios, a segunda temporada é atravessada por música, cultura popular, fé, ancestralidade e manifestações urbanas. Mais do que registrar personagens e expressões artísticas, o projeto pretende construir um documento audiovisual para as próximas gerações sobre parte da história cultural de Poços de Caldas e do Sul de Minas. A segunda temporada é viabilizada pelo Edital de Incentivo à Cultura, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Poços de Caldas, com incentivo cultural da Alcoa, captação da Carvalho Agência Cultural e apoio da TV Poços, Acervo Móvel, Aventurina e Thunder Beauty.
Serviço
Giro Cultural – Conexões | 2ª temporada — Episódio 2
Estreia: sábado, 26 de setembro, às 17h
Reprise: domingo, 27 de setembro, às 11h
Exibição: TV Poços
Online: canal Giro Cultural no YouTube
Formato: temporada com 3 episódios
Ficha técnica
Idealização e apresentação: Beatriz Aquino
Produção audiovisual, edição e curadoria: Robson Américo
Produção executiva e direção de arte: Danielle Vilas Bôas / Mió Cultural
Fotografia still: João Paulo Ferreira e Grazi Ferreira
Designer gráfico: João Paulo Ferreira
Assessoria de imprensa: Jéssica Balbino
Realização
Projeto viabilizado pelo Edital de Incentivo à Cultura, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Poços de Caldas. Incentivo cultural da Alcoa. Captação da Carvalho Agência Cultural. Apoio: TV Poços, Acervo Móvel, Aventurina e Thunder Beauty.


